|
Artigos |
| + Dinheiro, finanças e crise no capitalismo do terceiro milênio |
| Luiz Gonzaga Belluzzo |
Depois da Grande Depressão dos anos 1930, as políticas monetárias e fiscais anticíclicas inspiradas pelo keynesianismo bloquearam a recorrência de crises de deflação de ativos e de “desvalorização do capital”. Mas ao longo dos últimos trinta anos, sob a liderança de Reagan e Thatcher, a complacência disseminou-se entre bancos, empresas e consumidores. Os dois mais recentes ciclos de crescimento da economia global foram impulsionados pelo efeitoriqueza apoiado na expansão do crédito fácil e barato. A correção dos desequilíbrios passa pela redistribuição de défi cits e superávits entre as regiões do mundo mais envolvidas na crise. |
|
| |
| + O Consenso demorou trinta anos |
| Salvador Arriola |
A reunião de cúpula do G-20, ocorrida em abril de 2009, para coordenar medidas e ações a fi m de combater a crise fi nanceira internacional (que em grande parte resultou da passividade e falta de responsabilidade das autoridades monetárias e fi nanceiras dos EUA), culmina um processo iniciado trinta anos antes por países em desenvolvimento, quando o mundo enfrentava os efeitos de outra crise fi nanceira. A comunidade internacional perdeu trinta valiosos anos ao não adotar iniciativas dos Grupos dos 24 e dos 77 de 1979. Brasil e México, que integram o G-20, têm obrigação de coordenar ações para que se cumpram as decisões de Londres. |
|
| |
| + O G-20 e a outra crise |
| Jacques Marcovitch |
Além de medidas para enfrentar a crise financeira global e tentar induzir um novo ciclo de crescimento econômico, a cúpula do G-20 em Londres também tinha a proposta de lidar com a questão da sustentabilidade do desenvolvimento futuro, mas acabou por deixá-la para segundo plano. Espera-se que, antes da próxima rodada da Conferência das Partes da Convenção do Clima, os integrantes do G-20 liderem a cooperação global sobre mudanças climáticas em prol de uma economia verde, que inclua tecnologias limpas, fontes de energia sustentáveis e a conservação do ecossistema. |
|
| |
| + G-20 – Um novo balanço do poder |
| Roberto Teixeira da Costa |
A ideia original do G-20, criado em 1999 após as crises da Ásia, Rússia e América Latina, era realizar reuniões periódicas com o objetivo de prevenir a recorrência de situações como aquela nos países emergentes. Mas os problemas que nasceram em 2007, nos Estados Unidos, e chegaram ao ápice na nação mais desenvolvida do mundo em 2008, criaram um novo ambiente em que o papel do G-20 torna-se ainda mais proeminente. Fica claro que as soluções para os problemas locais não podem mais vir de grupos pequenos como o G-8. China, Índia e Brasil passaram a ser indispensáveis no objetivo de achar saídas para as crises, e certamente afetarão o balanço de poder neste mundo global. |
|
| |
| + Cúpula das Américas: o novo capítulo da cooperação |
| Maria Helena Tachinardi |
A Cúpula das Américas em Porto of Spain mostrou que a conciliação e a cooperação hemisféricas, ausentes na maioria dos encontros anteriores entre chefes de governo do continente, são possíveis. Embora não tenha chegado a nenhuma decisão concreta importante, o primeiro encontro entre o presidente americano Barack Obama e seus colegas mostrou que há disposição geral para desenvolver uma agenda mais construtiva do que a que marcou a Cúpula anterior, em Mar del Plata, em que uma divisão sobre o projeto da Alca foi a tônica dominante. O clima de conciliação desta vez alimenta expectativas de um novo relacionamento de cooperação no futuro. |
|
| |
| + Brasil e Argentina: contrastes e confrontos no âmbito do Mercosul |
| Rubens Barbosa |
O Mercosul completou a maioridade (18 anos) em 26 de março e não houve comemorações. Em grande parte, isso se deve aos inúmeros e contínuos atritos entre seus dois maiores parceiros e à falta de sintonia entre suas políticas macroeconômicas, que ajuda a explicar a adoção unilateral de restrições por parte da Argentina. De fato, nunca houve no processo de construção do bloco uma convergência nas políticas econômicas dos dois países. A estagnação do processo de integração regional decorrente faz com que o Brasil amplie suas relações bilaterais com os vizinhos. Por razões políticas, o Mercosul não vai desaparecer, mas o processo de integração comercial pode se tornar irrelevante. |
|
| |
| + O Brasil e a política externa dos EUA no Governo Obama |
| Antonio de Aguiar Patriota |
Há virtual consenso entre os governos Lula e Obama de que não é necessário “reinventar a roda” nas relações bilaterais, mas sim acrescentar às áreas específi cas de convergência já identifi cadas novos temas, iniciativas e mecanismos. Argumentos sólidos permitem prever que os dois países continuarão a encontrar novas áreas de cooperação e que o bom clima de entendimento obtido entre os presidentes Lula e Bush se manterá com a nova administração americana. Afi nidades biográfi cas e ideológicas entre eles somam-se a fatores estruturais para a consolidação de progressos em várias vertentes do relacionamento e a abertura de novas frentes de aproximação. |
|
| |
| + Os desafios da China na crise do mundo globalizado |
| Luiz Augusto de Castro Neves |
Entre as muitas dúvidas e apreensões sobre o desfecho da crise fi nanceira internacional, estão as que dizem respeito à continuidade da expansão econômica chinesa e às consequências da espetacular inserção da China na economia mundial. Há anos a liderança chinesa vem debatendo a questão da sustentabilidade do crescimento de seu país em face de possíveis fl utuações indesejáveis dos mercados internacionais. A luz no fi m do túnel dependerá muito das medidas que vierem a ser tomadas pelos dois mais importantes atores globais contemporâneos: a própria China e os Estados Unidos. |
|
| |
| + Muito além da "Guerra ao Terror" |
| Lourival Sant’Anna |
O Paquistão é um dos países mais importantes da geopolítica atual. Os acontecimentos políticos, militares e diplomáticos ali terão repercussões fundamentais para a segurança de todo o mundo. Nas Forças Armadas e no serviço secreto paquistanês há temores em relação a duas ameaças: a aliança entre EUA, Índia e Afeganistão por um lado, e entre Rússia e Irã por outro. A maneira pela qual o governo do Paquistão vai lidar com elas, assim como o avanço do radicalismo islâmico em seu território e o papel que a China representará nesse xadrez são questões fundamentais para o futuro da humanidade. |
|
| |
Passagens |
| + Raúl Alfonsín, defensor da liberdade (1927-2009) |
| José Sarney |
Por ter conduzido o processo de restabelecimento das instituições democráticas na Argentina e atuado decisivamente na reconstrução da democracia no continente, Alfonsín já mereceria entrar para a História como um dos mais respeitados estadistas da América e do mundo. Mas ele fez muito mais do que isso. Foi um defensor intransigente dos direitos humanos, um opositor ferrenho da corrupção e um pregador incansável das virtudes democráticas. |
|
| |
Homenagem |
| + Tributo a Gilberto Dupas |
José Serra
Celso Lafer
Marcus Gasparian
Maria Hermíia Tavares de Almeida
A configuração mundial do poder, a nova hegemonia norte-americana e novo Governo Obama
Depoimento ao Museu da Pessoa |
|
|
| |
Documentos |
| + Discurso de Barack Obama sobre armas nucleares |
|
Transcrição do pronunciamento do presidente dos EUA feito em Praga, em 5 de abril de 2009. |
|
| |
| + Discurso de Pascal Lamy sobre o futuro da OMC |
|
Transcrição do pronunciamento do diretor-geral da Organização Mundial do Comércio feito em 29 de abril de 2009, ao Conselho Geral da entidade, e sua visão para a OMC nos próximos quatro anos. |
|
| |
| + Repensando as relações Estados Unidos – América Latina |
| |
Principais trechos do relatório da Comissão Parceria para as Américas, do Instituto Brookings, copresidida por Ernesto Zedillo e Thomas Pickering, em novembro de 2008. |
|
| |
Livros |
| + A OMC e os Blocos Regionais |
| Tatiana Lacerda Prazeres
Félix Peña |
|
|
| |
| + A mesa e a diplomacia brasileira – O pão e o vinho da concórdia |
| Carlos Cabral
Maria Ignez Barbosa |
|
|
| |
| + Joaquim Nabuco e os abolicionistas britânicos – Correspondência, 1880-1905 |
| José Murilo de Carvalho e Leslie Bethel
Synesio Sampaio Goes Filho |
|
|
| |
| +The War Within – A Secret White House History 2006-2008 |
| Bob Woodward
Paulo Sotero |
|
|
| |
| + Speaking for Myself: My Life from Liverpool to Downing Street |
| Cherie Blair
Helga Hoffmann |
|
|
| |
| + Braziliia: ossobennosti demokraticheskogo proekta (Brasil: particularidades do projeto democrático) |
| Liudmila Semenovna Okuneva
Lenina Pomeranz |
|
|
| |
| + Deu no New York Times |
|
| |
| + O Brasil dos correspondentes |
| Jan Rocha, Thomas Milz e
Verônica Goyzueta (orgs.)
Carlos Eduardo Lins da Silva |
|
|
| |
| |