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Artigos |
| + O regionalismo do governo Lula e as percepções das elites sul-americanas |
| José Augusto Guilhon Albuquerque |
O artigo discute se é viável o governo Lula liderar a América do Sul para projetar globalmente a influência brasileira. Conclui que isso depende de a região estar ou não em situação de equilíbrio convergente. Com base em pesquisa de âmbito internacional, mostra que tal liderança atualmente não encontra apoio nas percepções e atitudes das elites regionais. E constata um aparente paradoxo: a crescente importância da América do Sul na política externa brasileira e nas reuniões de cúpula do subcontinente corresponde a uma ausência de planejamento estratégico regional e à inexistência de prioridades regionais na política externa do |
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| + Infraestrutura e integração regional: o papel da IIRSA |
| José Tavares de Araujo Jr. |
A Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-americana (Iirsa) é um fórum intergovernamental que visa a promover o desenvolvimento dos setores de transportes, energia e comunicações da América do Sul. Este empreendimento foi lançado na primeira reunião de presidentes dos 12 países da região, realizada em Brasília em agosto de 2000. O artigo analisa a etapa inicial de implementação da Iirsa e discute os desafi os a serem enfrentados no futuro próximo. Conclui que seu sucesso, no entanto, depende da superação de desafi os não triviais no âmbito das negociações internacionais, das fi nanças públicas e do desenvolvimento institucional. |
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| + A indústria de gás natural e a integração energética da América do Sul |
| L. P. López-Suárez, S. G. M. Guerra, M. E. M. Udaeta e C. Bermann |
A América do Sul é bem dotada de recursos energéticos, sobretudo o gás natural, mas a integração dessas fontes tem sido problemática na região. Entre os obstáculos à integração citam-se a inexistência de marcos legais e regulatórios harmonizados, a falta de decisões políticas de longo prazo, a escassez de investimentos e as crises internas de alguns países, que contribuem para relações confl ituosas entre governos e investidores privados. Há uma tendência a se resgatar um papel mais ativo do Estado nas atividades energéticas e a uma volta ao planejamento estatal dos mercados energéticos, o que indica uma revisão nas políticas dos anos 1990 de integração energética baseada na privatização das empresas do setor, abertura comercial e desregulamentação. |
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| + Segurança internacional na América no Sul (e o Brasil nela) |
| Mario Cesar Flores |
Com o fi m da Guerra Fria, perdeu sentido a segurança coletiva da moldura do Tiar. Contenciosos menores, antes secundários, passaram a ter infl uência e, a partir daí, os países sul-americanos vêm ajustando suas políticas e o reaparelhamento de seus sistemas de segurança e defesa à nova situação: sem ameaça comum – pelo menos sem ameaça comum igualmente percebida por todos – e sem a tutela estratégica dos EUA, com a diversifi cação da procedência do material. Novas parcerias estratégicas vêm se formando, mas a presença norte-americana no nosso subcontinente continua naturalmente sensível. É essa a equação da segurança e defesa com que se deparam hoje os países sul-americanos. |
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| + Recentes inflexões na geopolítica da América do Sul |
| Aldo Pereira |
O acordo entre Colômbia e Estados Unidos para o uso por militares americanos de bases colombianas, a utilização por guerrilheiros colombianos das Farcs de território equatoriano para abrigar-se, ressentimentos entre várias duplas de países provocados por antigas questões fronteiriças mal ou não resolvidas, reivindicações nacionalistas originadas pela nova convenção da ONU sobre direitos do mar, crescentes tensões provocadas pela rivalidade ideológica entre nações bolivarianas e não bolivarianas são alguns dos motivos para a aparente corrida armamentista que está ocorrendo na América do Sul, em que países como França e Rússia aparecem como fornecedores. |
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| + Empresas latino-americanas: o ônus da cultura |
| Paulo Roberto Feldmann |
O texto analisa a América Latina do ponto de vista de suas empresas e da forma como elas são geridas. O artigo apresenta as principais características do management latino- americano, destacando como este é infl uenciado pelo peso dos valores culturais, históricos e geográfi cos. Atenção especial é dada para a questão das inovações procurando a explicação pela qual elas são escassas em nosso continente. Os dados e argumentos apresentados podem justifi car por que a América Latina abriga quase 10% da população do planeta, mas responde por apenas 5% do PIB mundial e, pior ainda, entre as 1.200 maiores empresas do mundo, segundo os principais anuários internacionais, apenas 29 são latino-americanas, ou seja, menos de 2,5% do total. |
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| + A inovação nas agendas doméstica e externa do Brasil |
| Ricardo Camargo Mendes e Claudia Mancini |
A inovação tem se afastado do conceito puramente ligado à P&D. Atualmente, percebem-se os impactos da inovação nas mudanças em preços, na qualidade de produtos e serviços e no nível de internacionalização de uma empresa, setor e país. Quanto mais uma empresa ou economia é inovadora, mais tende a ganhar espaço no mercado global. Embora os avanços do Brasil tenham sido signifi cativos, ainda há lacunas a serem fechadas. Uma delas – e uma das mais evidentes – é a de formulação de uma política externa que promova globalmente a estabilidade das regras nacionais e o ambiente local favorável à inovação, de forma a replicar esse cenário nos posicionamentos do país em foros internacionais. O Brasil precisa de um sistema seguro de propriedade intelectual. |
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| + Brasil comete erro de avaliação em Honduras |
| Luiz Felipe Lampreia |
A crise política em Honduras a partir da deposição do presidente Manuel Zelaya, em junho de 2009, decorre muito mais de fatores de política interna do que de razões internacionais. Mas o Brasil acabou tendo um papel proeminente a partir de quando Zelaya retornou clandestinamente ao país e se instalou na embaixada brasileira em Tegucigalpa, utilizando-a para se dirigir a seus apoiadores e para coordenar sua estratégia política. O governo brasileiro não negociou as condições de seu comportamento na embaixada e cometeu um erro de avaliação provavelmente por julgar que Zelaya teria grande apoio ao chegar e seria rapidamente reconduzido ao poder, o que não ocorreu. O impasse foi parcialmente resolvido pelos Estados Unidos, sem a participação do Brasil. |
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| + O que está em jogo em Honduras |
| Marco Aurélio Garcia |
O golpe que derrubou o presidente Manuel Zelaya do poder e o expulsou de Honduras pode constituir perigoso efeito de demonstração no ainda frágil processo de construção da democracia não apenas na América Central, mas talvez em todo subcontinente. O governo brasileiro reagiu a ele a princípio de modo forte mas discreto, concentrando seus esforços no fórum multilateral da OEA e no apoio ao acordo negociado pelo presidente da Costa Rica, Óscar Arias. Mas o Brasil não poderia negar suporte a Zelaya quando ele voltou ao seu país e procurou refúgio na embaixada do Brasil em Tegucigalpa. O Brasil não deve recusar uma visão universalista em sua política externa, ainda mais quando ocorrem eventos que constituem risco à democracia no subcontinente, como este. |
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| + Uma visão da Bolívia |
| Jane Jaquette |
Diversos fatores demográfi cos, econômicos e históricos se alinharam para tornar possível a chegada de Evo Morales ao poder a partir de uma política de identidade indígena da qual ele se apoderou e que com ele na Presidência se aprofundou. Seu governo está operando mudanças dramáticas no sentido de ampliar a inclusão social e política de grandes contingentes de pobres e indígenas, mas isso não está ocorrendo sem que se deixe de pagar um custo alto em termos de defi ciências nos procedimentos democráticos, e de crescente e perigosa polarização étnica e regional que pode colocar em risco a própria unidade nacional. |
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| + Oportunidades na Ásia? Perspectivas para o comércio internacional da América Latina Rolando Avendaño, Gøril Bjerkhol Havro e Javier Santiso |
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As principais descobertas deste estudo indicam que a maioria dos países da América Latina não se sente particularmente ameaçada pela China ou Índia, e provavelmente terá um aumento de renda à medida que as exportações aumentem de valor. Contudo, a atual explosão de venda de bens também intensifi ca a necessidade tanto para os governos quanto para as empresas latino-americanas de redirecionar as receitas inesperadas a um crescimento estratégico que desenvolva as atividades, para assim sustentar o crescimento para além da profusão de recursos naturais. Tais atividades incluem incentivar recursos para inovação, educação e infraestrutura. |
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| + Drogas no México: notas para um futuro incerto |
| Jorge Hernández Tinajero |
Após três anos de “guerra ao narcotráfi co”, sob uma lógica militar e com a participação direta das Forças Armadas no combate aos cartéis de drogas, o México apresenta uma situação que piora tanto em termos de consumo quanto de corrupção e violência. Com o apoio fi nanceiro dos EUA (por enquanto US$ 700 milhões) e novas leis que enfatizam a repressão e a punição, a Iniciativa Mérida, que em muitos aspectos faz lembrar o Plano Colômbia, será provavelmente mais um fracasso dessa estratégia. Mas há sinais de que a sociedade civil começa a questionar a conveniência desse tipo de ação e parece pronta a enfrentar uma discussão séria sobre a necessidade de revê-la e modifi cá-la. |
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| + A pirataria na Somália |
| Antonio Ruy de Almeida Silva |
O problema da pirataria marítima na Somália está intimamente relacionado à fraqueza do Estado e à precariedade das condições socioeconômicas. A atividade tem sido direcionada basicamente para o pedido de resgate das embarcações ou da tripulação. A situação da segurança na Somália é extremamente grave, e existe uma força de paz de nações africanas no país. A Resolução 1816 do Conselho de Segurança da ONU permite que forças navais de outros Estados entrem, por um período de seis meses, “nas águas territoriais” da Somália e usem “todos os meios necessários” para reprimir os atos de pirataria e roubo armado, de maneira “consistente e relevante com que determina o Direito Internacional”, mas isso talvez seja insufi ciente para resolver o problema. |
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| + Mídia e política externa: democratização ou instrumentalização? A política externa brasileira segundo a Folha de S. Paulo (1998-2002) |
| Diego Santos Vieira de Jesus |
O fi m dos anos 1990 e o início da década de 2000 foram marcadas por mudanças externas, entre elas maior atuação da sociedade civil global nos temas de política internacional e maior participação do Brasil nos principais fóruns econômicos regionais e multilaterais e nas principais organizações internacionais de âmbito político. Nesse novo contexto, percebeu-se um endurecimento da posição crítica da Folha de S. Paulo em relação ao projeto editorial desenvolvido desde os anos 1970. Apesar dos elogios à atuação internacional do país no segundo governo FHC, o jornal consolidou uma posição predominantemente crítica relacionada às táticas e estratégias políticas de interesse nacional. Os editoriais do jornal defenderam maior democratização da política externa brasileira no período. |
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| Passagens |
| + Ted Kennedy (1932-2009), um político da democracia global |
| José Gregori |
Além de ter sido o mais infl uente senador para questões sociais dos Estados Unidos no século XX, Ted Kennedy também teve importante atuação em política externa. Lutou ativamente contra os regimes militares na América do Sul, nas décadas de 1960 a 1980 (conseguiu aprovar um embargo de armas contra o Chile de Pinochet), o apartheid na África do Sul (foi fundamental na imposição de sanções econômicas ao regime), as guerras no Iraque e no Vietnã e se empenhou para construir um acordo de paz na Irlanda do Norte. Denunciou no Senado americano o assassinato de Stuart Angel e Rubens Paiva pela ditadura brasileira, e sempre deu apoio decisivo à resistência democrática no Brasil, inclusive ao jornal Opinião, dirigido pelo fundador desta Revista. |
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| + Irving Kristol (1920-2009) e William Safire (1929-2009), artífices sofisticados do pensamento conservador americano |
| Carlos Gustavo Poggio Teixeira |
O movimento conservador americano, além de ter passado em 2009 pelas provações de estar fora do poder pela primeira vez desde 2001, ainda sofreu o baque da morte de alguns de seus mais importantes líderes políticos e ideo lógicos. Dentre eles, destacam-se Irving Kristol e William Safi re. Ambos nascidos em Nova York, judeus que compartilhavam uma arraigada defesa de Israel, Kristol e Safi re eram tipos bem diferentes de conservadores. Se Kristol era um confesso neoconservador, Safi re defi niase como um conservador libertário. Enquanto Safi re adotava a postura conservadora típica por um papel reduzido do Estado, Kristol jamais abandonou a crença de que o Estado deve ter uma atuação mais ativa na sociedade. |
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| Documentos |
| + Drogas e democracia: rumo a uma mudança de paradigma |
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Declaração da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia apresentada em conferência no Rio de Janeiro, em 12 de fevereiro de 2009. |
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| + A sempre anunciada, mas cada vez mais improvável integração latino-americana |
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Conferência de Rubens Ricupero a embaixadores em Lima, em 2 de julho de 2009. |
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| + Como os economistas puderam errar tanto? |
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Artigo originalmente publicado pela revista do jornal The New York Times, em 6 de setembro de 2009. |
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| + O elo entre Irã e Venezuela – uma crise em horizonte? |
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Palestra na Brookings Institution, em Washington, em 8 de setembro de 2009. |
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| + Confiança em Obama – melhora a imagem dos Estados Unidos em todo o mundo |
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Relatório de pesquisa do Pew Research Center sobre a imagem dos EUA em 25 países, divulgado em 23 de julho |
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| Livros |
| + Kissinger e o Brasil |
| Matias Spektor |
Geraldo de Holanda Cavalcanti |
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| + Uma nação com alma de igreja |
| Carlos Eduardo Lins da Silva (org) |
Donna Hrinack |
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| + O terceiro ausente |
| Norberto Bobbio |
Raymundo Magliano Filho |
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| + A escola de liderança |
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| + Promoting Development, Saving the Planet, World Economic and Social Survey, ONU, 2009 |
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| + The Post-American World |
| Fareed Zakaria |
Fábio Albergaria de Queiroz |
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