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Artigos |
| + Israel e Palestina: a paz é possível
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| Tony Blair |
O caso de Israel e palestinos, aparentemente insolúvel, pode ser resolvido. Como fazer isso? Temos tendido a proceder como se, caso pudéssemos chegar a um acordo sobre os termos da solução dos dois Estados (território, refugiados, Jerusalém), ou seja, na teoria, seríamos capazes de alterar a realidade do que estava acontecendo no local, ou seja, a prática. Mas o processo político e a mudança da realidade têm de andar juntos e, até recentemente, não estavam. A chave para resolver o impasse não é tentar colocar um acordo negociado no topo da pirâmide cujas fundações estão incertas. A chave é tornar essas fundações seguras e construir a pirâmide de baixo para cima, prosseguindo simultaneamente com o processo político. |
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| + O Brasil no início do século XXI: uma potência emergente voltada para a paz |
| Antonio de Aguiar Patriota
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O sistema internacional está passando por um período de profundas e aceleradas transformações. Os contornos do mundo que vai emergir desse processo ainda não são claros, mas a tendência na direção de algum grau de multipolaridade é apontada por muitos. Esta nova realidade geopolítica cria oportunidade para um grupo de atores desempenhar um papel crescentemente mais ativo nas relações internacionais. O Brasil tem aproveitado bem essa oportunidade ao articular três linhas básicas de ação em sua política externa: intensificação de suas "parcerias tradicionais" na sua região e no mundo desenvolvido, diversificação de parcerias no mundo em geral (principalmente na África, Ásia e mundo árabe) e construção de mecanismos mais eficientes, inclusivos e legítimos de governança global.
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| + Carisma e prestígio: a diplomacia do período Lula de 2003 a 2010 |
| Rubens Ricupero |
Movida pela aspiração de aproveitar as oportunidades surgidas em âmbito global, a política externa do governo Lula segue quatro eixos principais: obtenção do reconhecimento do Brasil como ator político global e a busca de um posto permanente no Conselho de Segurança da ONU; consolidação de condições econômicas internacionais que favoreçam o desenvolvimento a partir das vantagens comparativas brasileiras concentradas na agricultura, objetivo que se expressa primordialmente na conclusão da Rodada Doha da OMC; prioridade às relações Sul-Sul; edificação de espaço político-estratégico e econômico-comercial de composição exclusiva sul-americana. Não seria exagero dizer que, nos dois primeiros eixos, o governo brasileiro quer, mas não pode; no da América do Sul, pode, mas não quer. |
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| + O Brasil em ascensão: os desafios e as escolhas de uma potência global emergente
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| Peter Hakim
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O Brasil emerge como um dos polos de poder regional do hemisfério ocidental e como nação de crescente estatura, visibilidade e infl uência nos assuntos mundiais. Na América do Sul, já superou os Estados Unidos como presença dominante em vários assuntos. Seus críticos, no entanto, acham que suas conquistas e potenciais têm sido exagerados e suas fraquezas ignoradas. Também dizem que sua política externa é desenhada principalmente para atingir interesses econômicos estreitos e para satisfazer sua própria vaidade. Este artigo discute se o país tem a capacidade e a liderança para ser um ator central no encaminhamento de problemas críticos regionais e mundiais. O que parece certo é que para manter sua influência internacional, o Brasil terá que fazer escolhas difíceis e melhorar seu desempenho na solução das necessidades de seus próprios cidadãos.
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| + Crise, multipolaridade e o Brasil
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| Sergio Amaral
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A crise e a emergência da China, assim como em menor grau de um grupo de países em desenvolvimento, entre os quais o Brasil, estão provocando transformações importantes nas posições relativas no cenário econômico e político internacional. Essas transformações vão aos poucos definindo os traços de uma nova realidade, a do século XXI, que oferece, mais do que no passado, condições favoráveis para uma redução das desigualdades entre o mundo desenvolvido e em desenvolvimento, assim como para uma democratização do processo decisório em escala internacional. O Brasil tem condições para aproveitar essas oportunidades, dar um salto de desenvolvimento e assumir responsabilidades crescentes na cena internacional.
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| + Brasil, Conselho de Segurança e operações de manutenção da paz da ONU |
| Eduardo Uziel |
O Brasil tem um interesse inerente nas missões de manutenção da paz da ONU e um currículo consistente de participação nelas. Essas operações são um possível meio de otimização da atuação do Brasil na área de paz e segurança internacionais, em particular nos esforços multilaterais de encaminhamento e solução pacífica de conflitos armados. O país sem dúvida utiliza as missões de paz das Nações Unidas como instrumento de sua política externa, mas a decisão de participar parece ser tomada em bases intuitivas e que variam significativamente de caso para caso. A experiência no Haiti demonstrou que uma primeira vertente do fortalecimento da posição negociadora brasileira passa pela formação ou adensamento de um consenso político de uma região sobre um tema. |
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| + A VIII Conferência de Exame do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares: histórico e perspectivas
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| Sergio Duarte |
Em maio deste ano, realizou-se em Nova York a Oitava Conferência de Exame do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares. Este artigo, escrito antes do início da reunião, faz um histórico do TNP e de conferências anteriores de revisão, e registra que as expectativas em torno desta eram mais positivas do que as da anterior, realizada cinco anos antes. Parte dessa atmosfera benigna se deve à posição do novo governo dos Estados Unidos, que tem colocado a desnuclearização do mundo entre suas prioridades mais altas. Entre os temas que preocupavam os participantes estavam o da implementação de resolução de 1995 sobre o Oriente Médio e a relação entre desarmamento e não proliferação, por um lado, e o uso de energia nuclear para fins pacíficos e suas salvaguardas de outro.
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| + Haiti: interferências externas e deformações na política interna |
| Carlos Alberto dos Santos Cruz |
As interferências externas e o anticolonialismo são fatores vivos na rotina e na cultura do Haiti, e originam algumas deformações na política interna. Essas ideias geram na população um sentimento de que não são seus próprios líderes os responsáveis pelos problemas. Isso também facilita a autoproteção e a atribuição de responsabilidade de todos os males ao colonialismo e às interferências da comunidade internacional. Para solucionar os problemas do Haiti é necessário valorizar o governo e o povo haitiano, atribuindo-lhes responsabilidades pelos rumos do país. A ajuda internacional, fundamental e necessária, precisa ser gerenciada pelo povo haitiano com critério, mas sem interferência. |
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| + O Haiti e os desafios de uma reconstrução sustentável – um olhar sul-americano |
| Monica Hirst |
Para o Haiti o desafio maior nos próximos anos será assegurar o caráter transitório de sua atual subordinação à tutela internacional, o que dependerá do êxito do Plano de Recuperação em vigência. À América Latina interessa especialmente que o Haiti supere de forma irreversível esta etapa de soberania encapsulada, que compromete em termos coletivos as trajetórias percorridas pelas nações de independência e autodeterminação, ao longo dos últimos duzentos anos. A presença brasileira no Haiti corresponde a um dos temas da agenda internacional do país, na qual as dimensões regional e global estão inevitavelmente entrelaçadas. |
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| + Os novíssimos desafios do Tratado de Lisboa |
| Guilherme d'Oliveira Martins |
A crise econômica na Europa, que se desenrolava quando este artigo foi redigido, representa um novo e dramático desafio para o projeto da União Europeia e, especificamente, para os efeitos do Tratado de Lisboa, que deu à União Europeia instituições e métodos de trabalho para que esta pudesse se sair bem dos problemas da globalização da economia. O Tratado clarificou e tirou o tom dramático do prematuro e indevido debate constitucional, que foi o principal assunto político dos europeus nos últimos anos da primeira década do século. O Tratado abre novas possibilidades para a governança econômica da UE. A coordenação de políticas econômicas nacionais está sendo testada nos difíceis eventos deste primeiro semestre de 2010. |
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| + O Estado laico: entre a secularização e a discriminação |
| Cláudio Gonçalves Couto |
O artigo discute a relação entre Estado e religiões, com particular atenção para a atual situação na Europa, onde vários governos vêm adotando políticas que restringem consideravelmente a liberdade religiosa. Em geral, essas medidas são justificadas pela necessidade de preservar o secularismo do Estado. Mas, de fato, elas refletem um clima de receio e de discriminação contra um grupo específico. Apesar de algumas dessas políticas coibirem o uso de símbolos religiosos em geral, como na França, é claro que seu alvo prioritário é o Islã. Em muitos casos, essas medidas vão contra os princípios da democracia liberal, que supostamente são seguidos por esses regimes europeus. |
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| + O fator religioso nos conflitos internacionais |
| Luiz Felipe de Seixas Corrêa
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As religiões podem ter no século XXI tanta importância quanto as ideologias tiveram no século XX. Muitos dos conflitos que permeiam o sistema internacional do pós Guerra Fria têm de fato raízes religiosas. O fator religioso deve, assim, ser estudado e compreendido de modo que os países possam atuar nos confrontos que constituem algumas das maiores ameaças à paz na agenda internacional corrente. As sociedades predominantemente laicas do Ocidente têm dificuldades para lidar com o assunto. Elas têm optado por políticas de separação em vez de integração. A "Aliança das Civilizações ", proposta pela ONU, é um passo positivo para construir um diálogo construtivo. A diplomacia brasileira deve preparar-se para desempenhar um papel nesse processo. |
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| + "An odd man in": Austrália no cenário político internacional |
| Wilhelm Hofmeister |
A Austrália está procurando desempenhar um papel ativo nas relações internacionais, depois de ter atuado de modo bem-sucedido em processos e estruturas da Ásia, busca, agora, presença em fóruns de governança global. Seu engajamento no G-20, suas iniciativas em favor do desarmamento nuclear mundial, sua proeminente participação na cúpula do clima em Copenhague, o contingente de forças militares que mantém no Afeganistão, a campanha para ser eleita para uma das cadeiras rotatórias do Conselho de Segurança da ONU, a partir de 2011, e para sediar a Copa do Mundo de Futebol de 2018 ou 2022 são algumas das expressões concretas desse desejo. |
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| Passagens |
| + Anatoli F. Dobrynin (1919-2010), personagem da crise dos mísseis
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| Lenina Pomeranz
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Durante um quarto de século, de Krushev a Gorbachev, de Kennedy a Reagan, Anatoli Dobrynin foi embaixador da União Soviética em Washington e, nesta condição, personagem central de grandes dramas da política internacional, da crise dos mísseis em Cuba à Perestroika. Suas características de personalidade e o grande conhecimento que tinha da cultura e da sociedade americanas foram fatores vitais para o sucesso que obteve na maior parte de suas missões, a ponto de ele ter se tornado amigo de todos os presidentes dos EUA com quem trabalhou, exceto Ronald Reagan. Apesar dessa proximidade com os americanos, sempre foi considerado pela cúpula do regime soviético como eficiente defensor de ideias e interesses de seu país. |
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| + Alexander Haig (1924-2010), o mediador que não evitou a Guerra das Malvinas |
| Harry Kopp
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Alexander Haig chegou à Casa Branca de Nixon como adido militar de Henry Kissinger, passando então a consultor do presidente para assuntos de segurança nacional. Haig havia servido no campo de batalha do Vietnã e trabalhado no Pentágono para o secretário de Defesa de Lyndon Johnson, Robert MacNamara, que foi quem sugeriu seu nome a Kissinger que, por sua vez, recomendou a Reagan que o nomeasse secretário de Estado, onde sua principal atuação se deu durante a crise das Malvinas, quando ele tentou sem sucesso uma mediação para impedir a guerra. O fato de Haig não ter conseguido evitar a guerra das Malvinas não lhe custou o cargo e, mesmo que sua tentativa houvesse alcançado êxito, sua partida teria sido adiada, mas não evitada. Ele jamais conquistou por completo a confiança do presidente. |
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| Documentos |
| + O fim do Terceiro Mundo
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| Robert Zoellick
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Discurso no Woodrow Wilson International Center for Scholars em Washington, em 14 de abril de 2010.
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| + Discurso sobre governança global
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| Pascal Lamy |
No Clube Diplomático de Genebra, em 15 de março de 2010. |
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| + A formulação das políticas norte-americanas para a América Latina e o Caribe: ideias externas à esfera do governo. |
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Comentários preparados para apresentação aos embaixadores e chefes de missão dos Estados Unidos na América Latina e no Caribe Abraham F. Lowenthal
Em Washington, 21 de janeiro de 2010.
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| Livros |
| + Diário de Bordo – A viagem presidencial de Tancredo
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Rubens Ricupero
Celso Lafer
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| + Democracia, crise e reforma – Estudos sobre a era Fernando Henrique Cardoso |
Maria Angela D'Incao e Hermínio Martins (organizadores)
Carlos Eduardo Lins da Silva |
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| + Acordos comerciais internacionais: O Brasil nas negociações do setor de serviços financeiros |
Neusa Maria Pereira Bojikian
Maria Helena Tachinardi
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| + Mercosul e integração regional |
Rubens Barbosa
Roberto Teixeira da Costa |
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| + Os americanos |
Antonio Pedro Tota
David Brooks |
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| + Friendly Fire: Losing Friends and Making Enemies in the Anti-American Century |
Julia E. Sweig
Marcel Biato
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| + The life and times of Raúl Prebisch, 1901-1986 |
Edgar J. Dosman
Rogério de Souza Farias |
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